Colesterol Alto
Sem dor, sem sintoma, mas formando placas nas artérias em silêncio.
O que é o colesterol e por que ele importa?
O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. O problema é o excesso de LDL circulando no sangue que se deposita nas artérias, forma placas e pode causar infarto ou AVC.
Quando o LDL está elevado, as partículas de gordura penetram na parede das artérias e desencadeiam um processo inflamatório crônico, a aterosclerose. Esse processo avança silenciosamente por anos e pode culminar na obstrução completa de uma artéria coronária ou cerebral.
Qual a diferença entre LDL, HDL e triglicérides?
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LDL (colesterol 'ruim'): transporta colesterol para os tecidos. Em excesso, deposita-se nas artérias. Principal alvo do tratamento.
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HDL (colesterol 'bom'): remove o colesterol das artérias e o leva ao fígado. Níveis altos são protetores.
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Triglicérides: gordura circulante no sangue. Elevados em associação ao LDL alto multiplicam o risco cardiovascular.
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Colesterol total: soma de todas as frações. Útil como triagem, mas insuficiente para guiar o tratamento isoladamente.
Por que o colesterol alto não tem sintomas?
O colesterol elevado não causa dor, cansaço ou qualquer sintoma perceptível. As placas nas artérias se formam silenciosamente ao longo de anos e o primeiro sinal pode ser um infarto.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a triagem de colesterol deve começar aos 10 anos em crianças com histórico familiar e aos 35 anos nos demais adultos ou antes, se houver outros fatores de risco.
Quais são os valores de referência do colesterol?
Os valores ideais variam conforme o risco cardiovascular individual. Para a maioria dos adultos, o LDL deve estar abaixo de 115 mg/dL. Para pacientes de alto risco, como diabéticos, a meta deve ser abaixo de 70 mg/dL. Pacientes que já apresentaram infarto ou derrame, os pacientes de muito alto risco, a meta deve ser abaixo de 70 ml/dL. Já naqueles pacientes de risco extremo, ou seja, que apresentaram mais de um infartou ou derrame, a meta deve ser abaixo de 40 ml/dL.
O resultado do exame não pode ser interpretado apenas pelos valores de referência do laboratório. Ele precisa ser analisado junto com o risco cardiovascular global do paciente.
O tratamento é sempre com remédio?
Não. Naquela paciente de baixo risco cardiovascular , mudanças na alimentação, atividade física e perda de peso podem ser suficientes. Quando o risco cardiovascular é maior, medicamentos como as estatinas são indicados. A decisão é sempre individualizada.
Como posso te ajudar
Se você nunca fez exame de colesterol, se os resultados estão alterados ou se tem fatores de risco cardiovascular, a avaliação cardiológica é o próximo passo.
O objetivo não é tratar o número no exame,é calcular seu risco real de infarto e AVC e agir antes que algo aconteça. Atendo em Ubá-MG com agenda disponível.